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A bolinha no nariz

David está sentado de perfil em um banquinho diante de uma pequena mesa fixada na parede, segurando um lenço branco com as duas mãos e olhando surpreso para o conteúdo. O título « A bolinha no nariz » aparece embaixo.

É uma história um pouco surpreendente, mas foi realmente assim que aconteceu.

Ilustração desenhada da sala com um sofá escuro, uma parede verde, uma porta de correr branca e uma abertura para a cozinha.

Um dia, na noite de 11 de fevereiro, lembro que estava escuro lá fora e eu estava na sala com a minha esposa, e conseguia ouvir o pessoal do fenômeno conversando comigo.

Não lembro mais como a gente chegou nisso, não é fácil explicar: é preciso entender que eu ouço eles o dia inteiro, mas continua sendo algo natural, e na maior parte do tempo ainda consigo fazer as coisas normalmente.Nem sempre foi assim, quando eu ainda não tinha percebido que estava lidando com o pessoal do fenômeno.

Enfim, lembro que tinha um deles com uma voz grossa bastante impressionante que ficava me xingando.

E não sei se foram eles ou eu, mas comecei a visualizar na minha imaginação um rosto vermelho que dava medo.

E é um pouco confuso pra mim, admito, mas parece que tinha outro colega do fenômeno dizendo coisas do tipo:Reduza esse demônio

Ou então:Imagine esse demônio com uma aparência ridícula

Sinceramente, não lembro mais exatamente dos detalhes.

A mesma sala, com o personagem de pé no vão da porta. Três balões o cercam: « Vou reduzir você a um personagem de desenho animado », « Ainda menor » e « FILHO DE POLVO! ». Acima da cabeça dele, um balão de pensamento não tem mais nada além de um pintinho amarelo.

Enfim, depois disso, sei lá por quê, mas comecei a entrar no jogo e a tentar imaginar o que a gente poderia chamar de « demônio » com uma aparência ridícula, que não dá medo nenhum.

Não lembro mais exatamente como foi, enfim, sei que durou bastante tempo.É preciso saber que, em paralelo a isso, eu continuo vivendo, interagindo com minha esposa, essas coisas.

Aí comecei a imaginar/visualizar o Piu-Piu, o personagem dos Looney Tunes. Não consegui mostrar ele aqui, senão travava do lado do ChatGPT por causa de direitos autorais, essas coisas.

E não lembro mais exatamente o que aconteceu depois, mas eu ainda conseguia ouvir esse « demônio » me xingando.

A mesma sala. Um balão de pensamento anuncia « Vou reduzir você ao tamanho de uma bolinha de airsoft!!! », e outro, acima do personagem, não tem mais nada além de um pote de bolinhas amarelas de airsoft, com uma só brilhando ao lado.

Aí depois disso, pensei que ia reduzir esse demônio à menor coisa possível!

Pensei que ia reduzir ele a uma bolinha de paintball (bom, eu chamo de paintball, mas é uma bolinha de airsoft).

E enquanto eu dizia isso, visualizava uma bolinha de airsoft bem pequenininha, amarela. Acho que pensei nisso porque o Piu-Piu é amarelo, então devo ter me dito, ainda menor que isso, bem miudinho, devo ter pensado numa bolinha bem pequena, enfim.

E eu esqueço um monte de detalhes, mas depois disso, me parece que eu não ouvia mais o « demônio » me xingando.

E até me parece que outros colegas quase me parabenizavam.

E depois disso, vamos dizer que a gente voltou pra rotina de comunicação meio críptica com o pessoal do fenômeno. Uma comunicação meio críptica, meio ligada ao que eu penso e faço, mas às vezes também assuntos adjacentes, estímulos surpreendentes, essas coisas. Enfim, a rotina.

Na areia de Ipanema, o personagem de camisa florida devolve a bola com o pé por cima da rede, diante de outros três jogadores. Ao fundo, o Morro Dois Irmãos e os prédios da orla.

Enfim, depois disso, no dia seguinte eu levantei bem cedo pra ir jogar futevôlei.

Me parece que naquela época eram alguns deles que me cobravam por eu não sair muito de casa e não me enturmar com as outras pessoas.

Pode parecer óbvio fazer esporte e atividades com outras pessoas pra ver gente, essas coisas, pelo bem-estar, pra se sentir melhor, mas é preciso lembrar que, na época em que essa história acontece, já fazia uns 5 anos que eu vivia no dia a dia o que acontece comigo sem entender e sem achar gente que realmente quisesse mesmo me ajudar.

Eu passava meus dias e minhas noites remoendo e reclamando do que acontecia comigo e dessas pessoas que me perturbavam sem entender direito por que aquilo acontecia comigo. Como muita gente, eu tentava achar a solução na internet.

Por causa disso, eu tinha afundado numa rotina bem pouco saudável em que, no fundo, eu só trabalhava de dia em casa, à distância, de manhã e no começo da tarde, depois a gente ia junto pra academia e não fazia muitas outras atividades.

O motivo principal é que de noite eu dormia muito mal, como muita gente que reclama de « gangstalking », « targeted individual », essas coisas nas redes sociais.

Enfim, mas apesar do cansaço e da falta de um sono de qualidade eu tinha finalmente me animado a fazer um esporte coletivo, futevôlei.

Era legal, mas era às 6 da manhã, então não era grande coisa depois de ter dormido só umas poucas horas.

Na água turquesa de Ipanema, o personagem nada com a cabeça e os ombros fora d'água, olhando para o mar aberto. Ao fundo, a praia, os prédios da orla e o Morro Dois Irmãos.

Enfim, naquele dia, depois do treino que durava uma hora, eu entrei no mar porque é muito bom, mas também pra refrescar e tirar a areia do corpo todo.

Enfim, depois disso, me parece que dei uma volta na praia e depois voltei pra casa lá pelas 10h.

Sentado num banquinho na cozinha, o personagem segura um papel-toalha dobrado nas mãos e olha bem de perto, surpreso.

Não lembro mais o que fiz em casa depois, mas pelo vídeo que achei na minha galeria, com data de 12 de fevereiro às 13h18, lembro que eu estava sentado no banquinho, na mesinha que a gente tem na cozinha.

Como acontece bastante quando eu entro no mar e coloco a cabeça embaixo d'água, às vezes fica água presa na cavidade nasal, parece. E às vezes eu só percebo várias horas depois, quando abaixo a cabeça, por exemplo, e a água começa a escorrer do nariz.Eu sei que é meio nojento/estranho, mas acontece.

Enfim, aí eu assoei o nariz pra tirar a água que estava presa lá dentro.

E depois de assoar o nariz, olhei no papel-toalha e vi uma bolinha amarela/verde.

Na hora, quando vi a bolinha, comecei na mesma hora a lembrar da situação que tinha acontecido na véspera.

E eu estava metade sorrindo e metade assim: 😮

Em toda a minha vida, nunca tive uma coisa dessas aparecendo no meu nariz.

Já aconteceu um monte de vezes de eu ter meleca meio preta quando vou a lugares com muita poluição, ou fazendo obra, mas nunca uma bolinha dessas no nariz.

Parecia uma semente, sei lá, na hora eu me perguntei o que é que eu faço com isso? No começo, pensei em colocar num vaso com terra pra ver se ia crescer.

Mas pensando bem, eu esmaguei e joguei no lixo.Eu estava estressado e meio assustado, porque, no fim das contas, se a gente ligar com o que tinha acontecido na véspera, eu ficava pensando que era uma bolinha « demoníaca » 🤣

Me arrependo um pouco 😢 Com o tempo, tenho certeza de que é tudo tão bem bolado que teria virado uma planta/flor.

Ilustração em breve

É bem forte, né? Qual é a probabilidade de uma coisa dessas acontecer? O mais provável é que essa bolinha/semente tenha entrado no meu nariz quando eu entrei no mar de manhã, depois do treino de futevôlei. Só que, na véspera, não tinha como dizer que aquilo ia acontecer. Não é mesmo?

Então, o pessoal do fenômeno mencionado nas religiões, entre outros lugares, não é só gente que consegue saber o que eu penso ao vivo, antes de eu ter tempo de colocar palavras nos meus próprios pensamentos. A gente se comunica nos dois sentidos com falas e imagens, mas não só isso, todos os meus pensamentos, emoções, etc. que eu sinto no dia a dia. Eles fazem isso como se fosse trivial!

Eles também conseguem fazer truques de mágica assim. Que desafiam a compreensão do que dá pra fazer ou não.

Então, eu queria muito saber qual é a opinião dos que dizem que os « gangstalkers » são gente de uma organização secreta que faz experiências que quase chegam à tortura em pessoas coitadas. Como é que eles teriam conseguido colocar uma bolinha no meu nariz no dia seguinte ao que eu tinha dito? Ainda mais usando uma super tecnologia de ponta ou mantida em segredo do resto do mundo?

E para quem diz que essas vozes que eu ouço são só simplesmente uma personificação de pensamentos que vêm do meu inconsciente ou do meu subconsciente, como o meu corpo poderia saber, já que essa bolinha só entrou no meu corpo no dia seguinte, por coincidência?

De pé na sala, o personagem levanta os olhos para dois balões idênticos que repetem « Em que língua eu tenho que te dizer isso? »

Ainda mais que naquela época, antes e/ou depois, não lembro mais, tinha um homem cuja voz é familiar, eu diria um homem bem mais velho, uma voz de bon vivant eu diria, que dizia bastante, ao longo de vários dias:Em que língua eu tenho que te dizer isso?

Enfim, pra mim não resta mais dúvida de que é o pessoal do fenômeno mencionado nas religiões, entre outros lugares.

Não é por isso que eu entendi naquele momento que eles tinham boas intenções e que estavam tentando me ajudar. Eles (em parte por minha causa) me deram uns sustos depois. Mas esse momento foi importante pra eu tomar consciência do que estava acontecendo.

Postado em 19/08/2026