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A analogia do golfista

Num green, uma bandeira vermelha fincada no buraco e uma bola branca parada na borda. O personagem está de pé à direita, com uma lágrima no rosto. No alto à esquerda, o título « A analogia do golfista »

Fiquei pensando que na real a maioria dos esquizos começa suspeitando de um vizinho, ou de alguém bem próximo.

O pessoal do fenômeno de que as religiões falam é muito, muito bom em nos entender e nos imitar. E se você está no seu apartamento e alguém que você não conhece está falando de você, então claro que tem que ser ali na vizinhança.

Só que a maioria dos esquizos, depois de um tempo, se dá conta de que não tem como ser vizinho ou gente próxima (eu, por sorte, nunca suspeitei dos meus próximos)

E aí, claro, se um grupo consegue perseguir dessa forma e por tanto tempo, então tem que ser gente com recursos.

No green, a bola branca parou na beirada do buraco, encostada na bandeira vermelha. De pé um pouco mais atrás, de camisa florida e chinelo, o personagem olha para ela, com uma lágrima no rosto.

E aí, claro, depois de um tempo isso ganha uma proporção tão grande que a maioria dos esquizos acaba acusando grandes organizações que têm recursos, porque parece um experimento do tipo MK Ultra, etc

Claro, o esquizo, quando tem um problema, como a maioria das pessoas, vai procurar a solução na internet

E é por isso que a maioria dos esquizos acaba acusando a CIA/DARPA/HARP/o governo/etc, porque é o mais alto que eles conseguem imaginar (Confesso que acusei a DGSE injustamente numa época, ops)

Isso me faz pensar numa bola de golfe num green que fica presa bem na beirada do buraco.

Os esquizos, quase iluminados, sabem bem que isso existe e que é de uma envergadura enorme. Mas eles não se atrevem a dar o passo e aceitar a existência do fenômeno de que as religiões falam

O mesmo green: a bola caiu no buraco, de onde sai uma luz dourada. O personagem pula no ar, punhos erguidos, dando risada.

A melhor coisa a fazer para curar um esquizo é ele virar um iluminado, ele precisa bater um pouco mais forte para ir um pouco mais longe e então aceitar a existência do pessoal do fenômeno de que as religiões falam

Quando é assim, tudo vai pelo melhor, o pessoal do fenômeno de que as religiões falam vai te desafiar, para te fazer duvidar da bondade deles com frequência, mas é só não duvidar mais, não culpar eles pelos seus problemas, etc

Quando é assim, é top, porque o iluminado sabe que está lidando com o pessoal do fenômeno de que as religiões falam, então não precisa mais ficar remoendo, ele pode tocar a vida normalmente.

De bônus: eles fazem brincadeiras comigo de vez em quando

No green, uma trajetória pontilhada mostra a bola quicando por cima do buraco e seguindo além. O personagem, decepcionado, olha ela se afastar.

Mas cuidado para não ir longe demais, querendo entender as coisas que nos ultrapassam.

Senão o iluminado vira rapidinho um esquizo chato que começa a falar de coisas cósmicas, dos diferentes tipos de aliens e dos nomes deles tirados da cartola, de quantum entanglement, de mecânica quântica, etc, sendo que nunca estudou mecânica quântica em detalhes e a sério, e passa os dias vendo vídeos estranhos no youtube e compartilhando conteúdo incompreensível nas redes sociais

Daí o interesse de fazer o inventário regularmente e de não esquecer de usar a ferramenta Ouroboros. Mas se por acaso a sua imaginação começar a divagar e você imaginar que poderiam ser aliens super avançados, etc « Starfoullah » depois « Ouroboros » e passamos para outra coisa

Postado em 15/08/2026